Ser boazinha? Vale mesmo a pena?

Falar sobre o poder feminino é muito inspirador, mas entender e superar o “lado negro” desse poder talvez seja um dos maiores desafios enfrentados por grande parte das mulheres.

A sociedade contemporânea, apesar de um pouco mais evoluída em relação a geração passada exige um padrão de comportamento para cada tipo de Ser. Que o homem seja feroz, um ditador de regras e a chefia de uma casa ou no trabalho. No lar, na condição de pai, ele passa a ser supremo e geralmente é quem garante o sustento familiar.

Por vez, a mulher deve obedecer a regras e se redimir a cada manifesto desagradável aos olhos da masculinidade. Ela deve cuidar da casa, do marido e dos filhos. Mas esse cuidado não passa de uma obrigação, ela não se torna líder por conta disso.  Bom, este é o pensamento social.

E o seu, mulher? Qual o pensamento sobre você?

São respostas que aos poucos estamos encontrando com ajuda de outras mulheres. Ao debruçar nos conceitos históricos percebemos a necessidade de deixar de ser a mulher boazinha que diz sim a todo mundo para não provocar desconforto. Esta mulher moderna ainda não é capaz de impor para si própria uma postura bravadora diante de qualquer situação. E o grande vilão disso é o medo.

A mulher precisa ousar e aceitar a mudança, ter voz, opinião própria e esquecer as atitudes que a maioria das vezes não trazem crescimento e amadurecimento para ela e para quem está ao lado. O perfil típico da boazinha não garante evolução e permite que ela continue adotando os mesmos hábitos aprendidos na infância.

Para direcionar a vida pessoal e a profissional ao sucesso, é necessário mostrar as habilidades que estão guardadinhas, intimidadas por uma sociedade incompreensiva, e também atrair outras habilidades que podem ser desenvolvidas.

O problema é que normalmente temos rejeição a mudanças e para quebrar este paradigma precisamos de um embasamento forte do que queremos da vida e do que realmente precisamos na vida. Mas está na hora de romper esta barreira e entender que o mundo precisa de nós, do nosso jeito de liderar, como mulher e não como menina. Não é fácil de uma hora para outra evitar estes posicionamentos, mas vamos começar.

O primeiro passo é buscar dentro de nós a coragem de se posicionar sem medo de repressão e garantir o direito de ir e vir, inclusive em busca de nossos objetivos sem depender da boa intenção das pessoas.

Mas não sejamos tão negativas, já tem muitas de nós no patamar de liderança desejado. Que deixaram de ser assessoras de companheiros, parentes, patrões ou amigos para se tornar grandes orientadoras, inspiradoras, capazes de estimular e motivar um número máximo de pessoas. É a forma mais sustentável de ajudar o próximo.

Várias dessas mulheres de sucesso lutaram muito para conseguir chegar aonde chegaram e algumas delas demoraram anos e anos nessa luta. Mas se a gente se mobilizar é possível conseguir fazer com que a cultura da sociedade vá aos poucos se modificando, sem precisar guerrear tanto para chegarmos ao espaço almejado.

Entenda. Nós sabemos liderar. Somos referência nata em liderança. Não podemos mais esperar que os outros nos digam o momento certo para sermos vencedoras, porque eles nunca irão dizer ou então isso vai demorar décadas para acontecer. Não devemos nos limitar. O mundo precisa da gente é agora!

Chega de ser boazinha e vá sem medo realizar seus sonhos. Quer casar, case. Quer ser mãe solteira seja, quer ser presidente da república, seja. Seja o que você quiser, mas tenha propósito de vida. Deixe de ser a menina e vire uma mulher. Uma mulher de VERDADE.

Alessandra Lopes, Empreendedora, fundadora da TecMulher, de formação Administradora e especialista em Jornalismo Empresarial e Assessoria de Imprensa. Sou consultora de inovação empresarial e estou à frente da empresa Iris Press. Professora de ensino profissionalizante nas áreas relacionadas à Administração de Empresas. Professora conteudista, inclusive de ensino técnico e superior.

 

Escolete

Eu sou uma aluna da Escola de Você com muito orgulho <3
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9 Comentários


  1. Parabéns Alessandra pelo texto, isso ai temos mesmo que ousar a ser o que queremos ser, sem mi mi mi.

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  2. Texto animador, nos motiva a buscar nossa melhor versão.
    Obrigada Alessandra.
    Bjs!

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  3. Um ótimo texto para todas as mulheres terem coragem, determinação e serem verdadeiramente a mulher que ela quer na sociedade .

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  4. Amei seu texto Alessandra, apesar de eu ser líder nata, sofria na hora de dizer “nao” e era “boazinha” quando devia me posicionar mais. Mas graças a Deus mudei isso ano passado e após um “nao” com amor, mais que me rendeu algumas perdas, eu compreendi que a vida é assim… Uns vão, outros vêm. Hoje tenho um posicionamento muito democrático comigo mesma, pois me amo cada dia mais e descubro meu potencial de superpoderosa dentro dos meus limites, não para agradar a ninguem! ♥️😘😘😍😍😍 Obrigada por esse lindo texto que nos ajuda muitoooooo

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  5. Taís Pagnussat

    Alessandra, que lindo esse texto!

    Acredito no posicionamento com autenticidade, sermos verdadeiras com nós mesmas e deixando essa posição de “boazinha” no passado.

    Grande desafio!

    Abraço.

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